ELA participa do Primeiro Festival de Cinema de Lençóis e fortalece conexões para o audiovisual na Chapada Diamantina

Realizado entre os dias 27 e 30 de agosto, festival reuniu realizadores, produtores, obras e iniciativas do território em uma programação dedicada ao cinema, à cultura e à natureza
Durante quatro dias, o audiovisual ocupou um espaço de destaque no centro histórico de Lençóis, na Chapada Diamantina. Entre os dias 27 e 30 de agosto, a cidade recebeu o Primeiro Festival de Cinema de Lençóis, uma iniciativa do Grãos de Luz e Griô e da Tivi Griô.
A programação promoveu oficinas, exibições e encontros entre realizadores, produtores culturais, movimentos e iniciativas ligadas ao audiovisual no território. Ao reunir diferentes experiências e narrativas, o festival também evidenciou a relação entre cultura, território e natureza, elementos que atravessam a produção audiovisual da Chapada Diamantina.
A ELA na programação do festival
O coletivo ELA – Escola Livre de Audiovisual da Chapada Diamantina esteve presente desde a abertura do festival, no dia 27 de agosto, representado por Joana Horta, que participou da mesa de abertura.
A programação da primeira noite também contou com uma sessão especial em homenagem ao cineasta Orlando Senna, natural de Lençóis, reconhecendo sua trajetória e sua contribuição para o cinema brasileiro.
A presença da ELA se estendeu ao longo dos dias de programação. Entre as obras exibidas durante o festival estiveram curtas-metragens produzidos com o apoio da Escola Livre de Audiovisual, ampliando a circulação de produções realizadas por pessoas e grupos do território.
Entre eles, “Estamos Vivos e Atentos: Mutirão Payayá”, de Edilene Payayá, Sarah Payayá e Alejandro Zywica, e “Não Somos Invisíveis”, de Claudiane, Adelen, Jeorge e Jéssica Lacerda.
A exibição dessas produções representa também uma oportunidade de dar visibilidade às diferentes histórias, perspectivas e experiências que compõem a Chapada Diamantina.
Na tarde do dia 29 de agosto, a equipe do coletivo ELA esteve presente para acompanhar a mediação realizada por Joana Horta e demais convidados na mesa “Mostra Salão de Areias”.
Momentos como esse contribuem para aproximar realizadores, estudantes, produtores e iniciativas que atuam na construção do audiovisual regional. Mais do que uma programação de exibições, o festival se tornou um espaço de troca, circulação de conhecimento e reconhecimento da produção cultural que nasce no território.
Para a ELA, participar desses encontros significa também acompanhar os movimentos que acontecem ao redor da produção audiovisual e fortalecer as conexões necessárias para que novas histórias possam ser contadas.
Reencontros que fortalecem novos caminhos

Motivada pelas experiências e conexões construídas durante esses dias, a coordenação do coletivo realizou um fim de semana imersivo na Pousada Luar do Sertão, reunindo sua equipe para um momento dedicado ao planejamento.
O objetivo foi pensar novos caminhos para os alunos da ELA, avaliar possibilidades para as próximas ações e fortalecer as redes de produção audiovisual existentes na Chapada Diamantina.
Entre filmes, conversas, encontros e planejamento, o Primeiro Festival de Cinema de Lençóis deixa também esse movimento: a produção audiovisual do território continua sendo construída coletivamente.
Para o coletivo ELA, fica a gratidão pela oportunidade de participar desse momento e, principalmente, a motivação para seguir criando espaços de formação, produção e circulação para novos realizadores.
Novos encontros já estão sendo construídos. E, com eles, vêm novidades para o audiovisual da Chapada Diamantina.
Aguardem!!!




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